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O Arrebatamento é pré ou pós-tribulação?

Conforme já tratamos em outros artigos, um dos maiores e mais recentes enganos escatológicos diz respeito ao arrebatamento pré-tribulacional, pregado por dispensacionalistas tradicionais. A Igreja, segundo eles, não terá que enfrentar o anticristo, nem que perseverar em meio à grande tribulação, mas será arrebatada antes, retirada ao Céu, onde estará sete anos com Cristo, ao passo em que os incrédulos serão deixados para trás. Dividindo a segunda vinda de Cristo em duas partes e a ressurreição em três, o pregador anglicano John Darby (1800-1882), que introduziu esse falso ensino nas igrejas, convenceu a muitos que a volta de Jesus será secreta, e que a Igreja não estará na grande tribulação. Algo jamais crido antes em dezoito séculos de Cristianismo, rejeitado sumariamente por todos os Pais da Igreja e por todos os Reformadores.
Mas será que a Bíblia dá base para a crença de que a Igreja não estará na grande tribulação? Estariam certos aqueles que dizem que Jesus voltará duas vezes? Têm eles razão em dizer que a Igreja será tirada da terra antes da tribulação, ao invés de protegida por Deus em meio a ela? E como podemos entender todos os versos bíblicos constantemente mencionados pelos adeptos dessa nova teoria?
Em absolutamente TODAS as passagens bíblicas em que o autor passa detalhes específicos e dedica-se o capítulo inteiro a fim de tratar-se do tema tribulacional apocalíptico, eles nunca falam sobre o “arrebatamento pré-tribulacional”. Ao contrário, como veremos adiante, todas elas – Mateus 24; Marcos 13; Lucas 21 e 2Tessalonicenses 2 – nos revelam que a Igreja ficará na Grande Tribulação, só sendo reunida para junto do Senhor ao final dela, e não antes dela. Os que se opõe a isso fazem uso de passagens isoladas que, quando analisadas corretamente e colocadas em seu devido contexto, constituem-se em fortíssimas provas contrárias ao pré-tribulacionismo ao invés de favorecê-lo. Veremos isso ao longo de todo este estudo. Vamos começar com a mais famosa de
todas as passagens [isoladas] por eles utilizada:
1 Tessalonicenses 
16 Quando for dado o sinal, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, o 
mesmo Senhor descerá do céu e os que dormiram em Cristo ressuscitarão primeiro 
[1].
17 Depois nós, os vivos, os que estamos ainda na terra, seremos arrebatados[2] 
juntamente com eles sobre nuvens ao encontro do Senhor nos ares, e assim 
estaremos para sempre com o Senhor.
A partir dessa passagem em que Paulo escreve aos tessalonicenses sobre o “arrebatamento”, podemos ter a certeza de quando é que ele acontece pelo fato de estar diretamente relacionado à ressurreição. Noutras palavras, Paulo nem precisou dizer a eles quando exatamente que se dá esse arrebatamento, pois os próprios tessalonicenses já sabiam quando se dava a ressurreição dos mortos, e, consequentemente, saberiam então quando é o momento do arrebatamento, pois é
logo depois desta primeira ressurreição. Acontece que todos os judeus e todos os cristãos primitivos acreditavam fielmente e convictamente que a ressurreição se dá apenas no ÚLTIMO DIA:
“E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia. Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:39,40)
Esse fato era plenamente aceitável até mesmo entre os próprios judeus, o que se percebe claramente a partir da convicção de Marta a respeito de seu irmão Lázaro: “Disse-lhe Marta: Sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia” (João 11:24). Portanto, vemos que era aceitável e reconhecido entre os cristãos da Igreja Primitiva que a ressurreição acontecia somente na conclusão de todas as coisas, somente no último dia! Desta forma podemos entender completamente o que Paulo escreve aos tessalonicenses. Eles sabiam que a ressurreição só acontecia neste último momento após que todas as coisas fossem concluídas, no ÚLTIMO DIA. Então, Paulo lhes deixa claro que o arrebatamento só se passa DEPOIS (e não “antes”) dessa ressurreição. Veja novamente:
1 Tessalonicenses 4
16 Quando for dado o sinal, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, o 
mesmo Senhor descerá do céu e os que dormiram em Cristo ressuscitarão primeiro 
[1].
17 Depois nós, os vivos, os que estamos ainda na terra, seremos arrebatados[2] 
juntamente com eles sobre nuvens ao encontro do Senhor nos ares, e assim 
estaremos para sempre com o Senhor.
Perceba a ordem intitulada pelo apóstolo Paulo: primeiro vem a ressurreição; depois… o arrebatamento! Assim, fica mais do que ÓBVIO que o arrebatamento NÃO PODE SER PRÉ-TRIBULACIONAL, porque sucede a ressurreição que só acontece no último dia depois de tudo ser concluído! Se a ressurreição é no último dia, e o arrebatamento é somente DEPOIS da ressurreição, então ele não pode ser SETE ANOS antes do “último dia”! Essa questão de lógica simples, tanto quanto outras, são problemas insuperáveis pela visão pré-tribulacionista do
arrebatamento da Igreja. Paulo, dizendo aos tessalonicenses que o arrebatamento
só viria DEPOIS da ressurreição, deixava claro assim a eles que esse arrebatamento não pode ser algo antes da tribulação apocalíptica ou antes do último dia.
Se Paulo acreditasse que o arrebatamento da Igreja é pré-tribulacional, então convictamente teria afirmado certamente que tal situação se daria antes (muito, muito antes) da ressurreição, e não DEPOIS dela. Pois o próprio Paulo sabia que os tessalonicenses (e todos os cristãos) estavam unidos em um só pensamento de que a ressurreição não viria antes de todas as tribulações até chegar no último dia. Perceba também que os mortos em Cristo “ressuscitarão primeiro” (v.16),
isto é, Paulo estava falando da primeira ressurreição. A pergunta que fica é: Quando é que acontece essa “primeira ressurreição”? O próprio Apocalipse confirma os fatos já registrados dizendo que essa primeira ressurreição só acontece depois de todas as tribulações:
Apocalipse 20
6 Feliz e santo é aquele que toma parte na primeira ressurreição! Sobre eles a 
segunda morte não tem poder, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo: reinarão 
com ele durante os mil anos.
Veja que essa primeira ressurreição (que ANTECEDE o arrebatamento – 1Tessalonicenses 4:16,17) só acontecerá no juízo final DEPOIS DE TODAS AS TRIBULAÇÕES!!! Essa primeira ressurreição não é mencionada em parte nenhuma do Apocalipse enquanto se passa as tribulações do capítulo 3 até ao 19, mas só vem a acontecer no capítulo 20 do livro, depois de todas as tribulações terem se findado quando da preparação para o juízo da parte de Deus. Sendo que o arrebatamento só vem DEPOIS dessa primeira ressurreição (conforme descrição de Paulo em 1Tessalonicenses 4:16,17), segue-se logicamente que não existe essa história de que haverá um pré-tribulacionismo em que algumas pessoas são arrebatadas ANTES da primeira ressurreição, ANTES do último dia e ANTES do capítulo 20, sendo abduzidos para o Céu enquanto só os outros ficam sofrendo algum tipo de tribulação na terra sendo “deixados para trás”.
Tal conceito é tão fraco que não resiste a um simples pensamento lógico e coerente, sendo facilmente derrubado em vista da coerência doutrinária bíblica. As outras passagens utilizadas pelos pré-tribulacionistas vão daí pra pior, sempre com algum tipo de passagem fora do contexto, como também é o caso dos que ficaram “deixados” (e que, para os pré-tribulacionistas, significa que
continuaram mais sete anos na terra enquanto os outros foram “levados”), e que analisaremos a seguir:
“Dois estarão no campo; um será tomado, o outro será deixado” (Lucas 17:36)
A passagem acima tem sido vista pela ótica pré-tribulacionista em sua grande maioria. De fato, o “levado” significa o arrebatamento quando seremos levados para junto do Senhor. Mas a incoerência dos pré-tribulacionistas consite que o que for deixado não ficará vivo durante mais sete anos, mas será deixado morto. Um será deixado [morto] e o outro será tomado [arrebatado]. É esse o sentido lógico da passagem quando não seguimos o péssimo exemplo dos pré-tribulacionistas e resolvemos CONTEXTUALIZAR a passagem, a se começar pelo próprio verso seguinte:
“’Onde, Senhor?’, perguntaram eles. Ele respondeu: ‘Onde houver um cadáver, ali se ajuntarão os abutres’” (Lucas 17:37)
Veja como é tão claramente ÓBVIO de que Jesus estava se referindo a pessoas sendo deixadas mortas e não vivas na terra: ele fala sobre CADÁVERES (v.37) no verso seguinte (ou seja, de pessoas mortas), e em seguida confirma registrando os abutres, que costumavam ficar perto de pessoas mortas (realmente cadáveres…) e não de pessoas vivas. Tal descrição de Cristo no verso seguinte nos deixa mais do que evidente que a menção é de pessoas sendo arrebatadas
(“tomadas”) ao mesmo tempo em que as outras são deixadas mortas (“cadáveres”)! Isso aniquila inteiramente com o pré-tribulacionismo, pois, segundo eles, os que fossem “deixados para trás” deveriam ficar mais sete anos sofrendo as tribulações enquanto os outros “descansam lá no céu”.
Esse conceito simplesmente não existe na Bíblia, precisamente porque o momento em que os salvos serão ajuntados para junto do Senhor será no mesmo momento em que os não-salvos serão deixados mortos (e não vivos), ou seja, no final de todas as tribulações. Se a doutrina do arrebatamento pré-tribulacional fosse verdadeira, então nem existiria tribulação nenhuma, porque só haveria cadáveres para contemplar os horrores da Grande Tribulação! Contudo, o Apocalipse nos mostra pessoas vivas e conscientes passando pelas tribulações, o que nos revela que o momento em que os salvos serão arrebatados será no mesmo instante do aniquilamento dos ímpios: no último dia! O contexto todo (além do próprio versículo seguinte) mostra pessoas sendo deixadas mortas (i.e, sem vida) e não vivas durante mais sete anos:
“O povo vivia comendo, bebendo, casando-se e sendo dado em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Então veio o dilúvio e os destruiu a todos. Aconteceu a mesma coisa nos dias de Ló. O povo estava comendo e bebendo, comprando e vendendo, plantando e construindo. Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do céu e os destruiu a todos” (Lucas 17:27-29)
Veja que o contexto fala de destruição, morte e aniquilamento, e não de prosseguimento de vida! Se os pré-tribulacionistas analisassem o contexto, deixariam de acreditar que enquanto os santos serão arrebatados os demais serão os únicos a passar pelas tribulações do Apocalipse! A verdade é que tanto justos como ímpios estarão na Grande Tribulação, e ao final dela haverá a ressurreição do último dia (João 6:39,40; Apocalipse 20:6), e depois dela o arrebatamento (1Tessalonicenses 4:16,17), e, deste modo, um será levado [arrebatado] e o outro deixado morto como cadáver (Lucas 17:36,37), porque as tribulações já terão todas acabado! Novamente vemos, assim, que o arrebatamento é somente depois da Tribulação e não antes dela.
Agora chegamos ao ponto em que iremos deixar um pouco de lado as passagens totalmente isoladas, mal interpretadas e totalmente fora de seu devido contexto usadas pelos pré-tribulacionistas e vamos de fato as únicas menções nas quais é feito um relatório completo de um capítulo todo sendo dedicado ao tema da tribulação final e do arrebatamento da Igreja. Iremos primeiramente analisar o que Cristo ensina em Mateus 24 e depois partir para o que Paulo ensina aos tessalonicenses abordando este tema nas suas epístolas. O que nós veremos a seguir é surpreendentemente a favor de que os cristãos passariam por todas as tribulações, ao invés de serem isentos dela:
“Assim, quando vocês virem ‘o sacrilégio terrível’, do qual falou o profeta Daniel, no lugar santo — quem lê, entenda” (Mateus 24:15)
O que é afirmado aqui por Cristo é de extrema importância para compreendermos que os cristãos não serão raptados da tribulação, mas ficarão nela. Já vimos, na primeira parte deste estudo, que a tribulação apocalíptica está para acontecer e não foi algo que já aconteceu. Jesus estava se referindo ao fato que acontecerá futuramente quando der início à septuagésima semana de Daniel.
Quando isso acontecer, o anticristo (um papa) irá atuar com força, e irá profanar a adoração no templo (denominado por Cristo de “sacrilégio terrível”). Só existe um probleminha nessa história toda: na teologia dos pré-tribulacionistas, todos os crentes já teriam sido raptados e não estariam mais passando por nada disso, é claro! Mas, infelizmente para aqueles que pensam assim, Jesus afirmou de modo explícito que os seus próprios seguidores estariam aqui na terra para ver o “sacrilégio terrível” introduzido pelo anticristo!
A passagem é bem clara – “Vocês verão o sacrilégio terrível”! Isso liquida com as chances de Jesus estar poupando os seus seguidores da fase em que o anticristo irá levantar-se, profanar o templo, ser “coroado” lá, etc. Tudo isso seria vivenciado pelos Santos! Perceba que Jesus não estava dizendo aos “incrédulos” que estivessem por perto; pelo contrário, estava falando com os seus próprios discípulos, alertando-os dizendo que “vocês” (isto é, os seguidores de Jesus, os salvos) verão o sacrilégio terrível (v.15), e por isso teriam que correr deste mal (v.16-19). Isso faz cair por terra toda a teologia de que ninguém precisa fugir de nada e nem ver sacrilégio terrível nenhum porque tá todo mundo “arrebatado no Céu”…!
Mateus 24
20 Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno nem no sábado.
21 Porque haverá então grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do 
mundo até agora, nem jamais haverá.
Veja que Jesus, se referindo à “grande tribulação” (v.21), não diz nada a respeito de que os seus seguidores já estariam todos livres dela ou que seriam raptados para o Céu para escapar da tribulação. Muito pelo contrário, eles teriam que “fugir” (v.20) dos seus perseguidores durante esse período da “grande tribulação” (v.21). Isso exclui a possibilidade do arrebatamento pré-
tribulacional por inúmeros motivos: (1) porque eles já teriam sido arrebatados e não teriam que fugir de coisa nenhuma; (2) porque a “fuga” deles não foi voando pra cima, mas sim “fugir para os montes” (v.16) para escapar da terrível perseguição que estariam sofrendo; e (3) os seus próprios seguidores não estavam isentos da “grande tribulação” que afetaria o mundo inteiro. Qualquer
pessoa em condições normais conclui certamente que Jesus em momento NENHUM deu
a tal da “pregação do conforto” que é pregada nas igrejas das últimas décadas de que eles seriam todos arrebatados e não teriam que sofrer coisa nenhuma porque a tribulação é somente para os descrentes.
Ao contrário, Jesus se preocupava com eles porque sabia que eles NÃO IRIAM ESCAPAR DA GRANDE TRIBULAÇÃO, e por isso não lhes dá palavra de conforto de que seriam “arrebatados antes de tudo isso” e ainda lhes alerta detalhadamente sobre como seriam esses dias em que eles estariam sofrendo, para onde deveriam fugir, o que eles estariam vendo naqueles dias e quanta perseguição que eles teriam que suportar. Isso é completamente incompatível com o que pregam os
pregadores modernos, precisamente porque eles deixam o povo feliz e empolgados com a ideia de “fugir para céu” antes de qualquer sofrimento e lhes passam palavras de alívio completamente diferente daquilo que Jesus fez alertando aos seus discípulos sobre as coisas que estariam por vir. Do início ao fim, o teor da mensagem baseava-se em suportarem as tribulações (v.9-22), fugirem dos inimigos (v.20) e perseverarem em meio aos sofrimentos até ao fim (v.13):
“Mas aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mateus 24:13)
Esse versículo é bastante pregado nos dias de hoje, mas apenas quando tirado completamente de seu contexto. Diante do contexto em que Jesus aborda o aspecto da “grande tribulação” (v.21) que “viria sobre todos os que vivem na face de toda a terra” (Lucas 21:35) como “nunca houve desde o princípio do mundo e nem jamais haverá” (v.21), vemos que – nessa grande tribulação – os seus próprios seguidores deveriam “perseverar até o fim” (v.13) para serem salvos. Esse é um total disparate contra a doutrina do arrebatamento pré-tribulacional, porque: (1) ninguém precisaria perseverar em meio a tribulação porque já estariam todos se “deleitando no céu”; e (2) a perseverança é até o “fim”, isto é, dadas as devidas condições, até a própria morte!
Jesus não coloca como “limite” dessa perseverança o “arrebatamento”, mas sim algo aplicável em meio a grandes tribulações nas quais só se salva aqueles que lutam até o fim de suas vidas, se preciso. Novamente, não vemos Cristo dizendo: “Olha, tende bom ânimo porque vocês não vão passar por nada disso!”; ao contrário, os prepara para aquele momento de dura tribulação no qual os seus seguidores teriam que perseverar em meio à tudo aquilo até o fim! O que Jesus fez preparando os seus seguidores para aquele momento, os pregadores modernos estão desfazendo com a “novidade” fantástica de que todos serão “abduzidos pro céu” sem passar por tribulação nenhuma. Os eleitos não vão ser arrebatados antes da Grande Tribulação, mas ficarão nela:
“Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém sobreviveria; mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados” (Mateus 24:22)
Se tudo o que já foi aqui exposto neste artigo e nos anteriores sobre o assunto não fosse suficientemente claro, neste versículos está claro que os dias de tribulação serão abreviados com a finalidade de proteger os eleitos a fim de que não fossem totalmente exterminados. Nisso fica ainda mais claro que o arrebatamento não pode ser antes de toda a grande tribulação, pelo fato de que:
(1) os dias não seriam abreviados se os eleitos não estivessem dentro da grande tribulação, como é claramente indicado dentro do próprio verso; (2) a finalidade de salvar os eleitos a fim de que não fossem exterminados seria nula e sem sentido em caso que já tivessem todos sumido para o Paraíso; e (3) Deus abreviou os dias por amor aos eleitos, ou seja, embora eles passassem pela tribulação, ela não chegará a atingir todos os eleitos de Deus porque Ele abreviaria os dias de tribulação.
Se na Grande Tribulação a Igreja estivesse “no céu” como ensinam tantos hoje em dia, o intuito de abreviar os dias não teria lógica senão por guardar os perdidos que ficaram na terra, e não os eleitos, como é claramente dito no verso. Isso é uma prova indiscutível de que os eleitos ficarão na Grande Tribulação.
Mas as evidências todas não terminam por aqui. É muito interessante que em Mateus 24:33, o Senhor Jesus, após proferir o seu sermão profético e falar de todos os acontecimentos de impacto mundial que ocorrerão na Grande Tribulação, disse o seguinte: “Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas” (Mateus 24:33). Ou seja, o Senhor Jesus diz claramente que somente após vermos todas essas coisas, ele estará próximo e às portas. Nós somente saberemos que o Senhor está próximo e às portas de seu retorno quando tivermos visto com os nossos próprios olhos todas essas coisas que acontecerão na Grande Tribulação, e não antes disso.
É interessante notar que em todo o capítulo de Mateus 24, Jesus vai citando fato por fato da Grande Tribulação e narrando como seriam aqueles dias. Ao invés dele dizer que os Seus Discípulos (Igreja; Corpo de Cristo) seriam arrebatados e assim não veriam nada disso, o que ele afirma é exatamente o inverso da doutrina pré-tribulacionista: ele ensina claramente que eles veriam (( TODAS )) aquelas coisas acontecerem (incluindo a Grande Tribulação, é claro), e somente desta maneira saberemos que o Senhor está as portas. Isso exclui inteiramente qualquer ilusão da Igreja não passar por tribulação nenhuma. O que Cristo afirma é bem categórico: eles passariam por toda a tribulação para, enfim, saber que o Senhor Jesus está voltando!
É óbvio que “o dia e a hora” (Mateus 24:36) exata ninguém sabe, mas os tempos são bem presumíveis (Mateus 24:32,33). Isso também destrói com o súbito arrebatamento pré-tribulacional porque, para eles, não apenas o dia e hora, mas também o próprio tempo de Sua Vinda seria totalmente desconhecido pelos Seus Seguidores. O que Paulo afirma é bem exatamente o inverso disso: “Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão” (1Tessalonicenses 5:4). Por que a Igreja não seria “pega de surpresa” como um “ladrão”, mas apenas o mundo que está nas trevas? Simples: porque a Igreja saberá sobre os tempos de Sua Vinda, sobre todos os acontecimentos da Grande Tribulação (coroação do anticristo, sinais no céu e na terra, os selos, taças e trombetas descritos no Apocalipse, etc) e, por isso, já estariam atentos quanto ao tempo da volta de Jesus!
Isso nos mostra que o arrebatamento não vem senão depois que a Igreja já estiver alerta de todos os sinais da tribulação que estiverem acontecendo na época. Ora, se a Igreja já fosse arrebatada antes disso, então segue-se logicamente que seria “surpreendida” a qualquer momento (agora, por exemplo) com a segunda vinda de Cristo, o que ignora completamente o que é colocado claramente pelo apóstolo Paulo (“não serão surpreendidos como um ladrão” – 1Tessalonicenses 5:4) e por Jesus Cristo (“quando vires todas essas coisas… sabeis que ele está próximo” – Mateus 24:33). Sumariando, o dia e a hora exatos ninguém sabe (Mateus 24:36), mas os tempos todo mundo saberá em decorrência dos acontecimentos tribulacionais e, por isso, a Igreja não será surpreendida (como se Jesus voltasse neste exato momento) e só saberá que ele está as portas depois de ver todos os acontecimentos da Grande Tribulação (Mateus 24:33).
Finalmente, a prova maior dentro de Mateus 24 vem com a própria menção do momento quando realmente os eleitos de Deus seriam levados para junto dele, algo que não acontece ANTES de toda a tribulação (que, como bem vimos, os próprios seguidores de Cristo não estão isentos dela), mas sim DEPOIS de toda a tribulação, o que também confirma absolutamente todas as provas e todo esse estudo que estamos fazendo até o presente momento:
Mateus 24
29 Imediatamente após a tribulação daqueles dias[1] ‘o sol escurecerá, e a lua 
não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu, e os poderes celestes serão 
abalados’.
30 “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da 
terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu[2] com 
poder e grande glória.
31 E ele enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e estes reunirão os 
seus eleitos[3] dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.
Essa evidência final é tudo o que precisávamos a fim de colocar o ponto final na doutrina pré-tribulacionista. Precisamente vemos Cristo colocando cronologicamente a ordem de três fatos muito importantes dentro do contexto da Tribulação: (1) imediatamente após a tribulação, os poderes do céu seriam abalados; (2) em seguida, dar-se-á a segunda vinda de Jesus, para, em seguida:
(3) os eleitos serem finalmente reunidos [arrebatados] para junto do Senhor, de uma a outra extremidade dos céus. Essa ordem nos coloca um fim na pura superstição do arrebatamento pré-tribulacional, pois nos mostra claramente que o arrebatamento (reunião dos eleitos) vem imediatamente APÓS, e não “imediatamente ANTES” daqueles dias [da tribulação]!
Ora, se Cristo fosse um pré-tribulacionista, então além de ficar assustando os seus discípulos com coisas que não aconteceriam com os Seus Seguidores mas somente com os ímpios e incrédulos, e além de “ESTRANHAMENTE SE ESQUECER” de mencionar o arrebatamento deles “pré-tribulacional” ao longo de todo o capítulo de Mateus 24, finalmente também “se engana” em dizer que tal reunião dos eleitos não vem antes da tribulação, mas sim DEPOIS dela! Ora, se o
arrebatamento é imediatamente DEPOIS da tribulação (pós-tribulacionismo), então os salvos ficarão na terra durante tal período de tribulação, sendo apenas reunidos no momento em que se acaba inteiramente a tribulação e se dá a segunda vinda de Cristo. Essa ordem cronológica dos fatos de fato concorda com todo este estudo que já vimos até o presente momento e se iguala com tudo aquilo que a Bíblia nos mostra acerca da cronologia dos eventos apocalípticos, como vimos:
1 – Tribulação Apocalíptica
2 – Segunda Vinda de Cristo
3 – Ressurreição
4 – Arrebatamento
Concluímos o texto de Jesus em Mateus 24 (tratando-se da Tribulação, com eco no evangelho de Lucas – cap.21 – e de Marcos – cap.13) e vemos que não existe inteiramente menção nenhuma de algum tipo de arrebatamento subitamente secreto onde a Igreja desaparece da face da terra e está isenta de todas as tribulações. Ao contrário, o que vemos na descrição de Jesus é precisamente o
contrário disso, ou seja, que a Igreja (sumariada pelos Seus Discípulos) seria perseguida (Lucas 21:12), atribulada (Mateus 24:8), até a morte (Lucas 21:16), veria o sacrilégio terrível (Mateus 24:15), teria que perseverar até o fim (Mateus 24:13), estaria presente em tempos de Grande Tribulação (Mateus 24:21), teria que fugir para salvar suas vidas (Mateus 24:16), e somente após a tribulação daqueles dias seria arrebatada para junto do Senhor nos ares (Mateus 24:29-31). Do início ao fim, a teologia atual de pregar o que o povo gosta de ouvir para ficar mais confortado, passa totalmente despercebida por Cristo. O que ele lhes faz não é assegurar-lhes que estariam fora de tudo isso, mas sim prepará-los para enfrentar tudo isso!
Como aqui já foi colocado, o que Jesus tentou fazer preparando os seus discípulos para a Grande Tribulação, os pregadores modernos estão fazendo o máximo para desfazer esse esforço de Jesus e pregar para o povão (que na maioria das vezes não lê a Bíblia ou tem discernimento espiritual igual a zero) o que eles gostam de ouvir, ou seja, tranquiliza-los e confortá-los com a mentira de que nada disso aconteceria com eles. Essa teologia do conforto e da preguiça desprepara o povo de Deus para a guerra, além de formar crentes fracos e frouxos na fé que não se dispõe a doar as suas vidas por amor a Cristo em tempos de Grande Tribulação, pensando que vão desaparecer da terra sem ter que perseverar nada. Os Santos irão encarar a Tribulação de frente, corajosamente, destronando Satanás em muitas vidas, antes do fim! Devemos estar preparados para estar vivos até o arrebatamento! O que pode ocorrer ou não.
O nosso próximo passo, agora, será analisarmos cuidadosamente os escritos escatológicos de Paulo, para, em seguida, passarmos ao próprio livro do Apocalipse. Como infelizmente os pré-tribulacionistas não possuem passagens em contextos escatológicos a fim de formularem a sua doutrina, passaremos ao longo dos textos a refutar também as passagens isoladas utilizadas por eles na leitura da Bíblia a fim de tentar achar vaga para um desaparecimento secreto de
crentes que não passam por tribulação alguma.
O primeiro texto paulino que analisaremos a seguir se dá logo no momento da sua primeira epístola aos tessalonicenses. Paulo acostumou, nas suas duas cartas a eles, demonstrar a realidade escatológica de que eles passariam pela tribulação até chegar o arrebatamento na segunda vinda de Cristo, após terminadas todas as tribulações:
“E a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Os quais, por castigo, sofrerão a pena da destruição eterna, ante a face do Senhor e a glória do seu poder; quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia em
todos os que crêem (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós)” (2Tessalonicenses 1:7-8)
Uma análise honesta destes versos mencionados pelo apóstolo Paulo nos faz uma clara referência ao arrebatamento pós-tribulacional, quando os cristãos receberão o alívio de suas tribulações, e não antes disso. Primeiramente, é bom mencionarmos que Paulo estava escrevendo exatamente para a Igreja, que estava sendo perseguida por amor a Cristo. A pergunta que fica é: quando é que os cristãos terão o alívio? Na visão dos pré-tribulacionistas, tal alívio vem evidentemente em função do arrebatamento dos crentes “para o Céu” junto com o Senhor. Nesse caso, tal situação encontrar-se-ia exatamente naquele tal do “arrebatamento secreto” em que viria de maneira invisível na qual apenas os salvos arrebatados poderiam ver. Tal suposição antibíblica, contudo, é
clarissimamente negada pelas palavras do apóstolo, que faz menção explícita de uma vinda de Cristo:
(1) “com os anjos” (v.7); (2) “em poder” (v.7); (3) e “em chama de fogo” (v.7). Essas descrições estão clarissimamente relacionadas, não a uma vinda secreta e invisível como pregam os pré-tribulacionistas, mas a uma vinda em poder, com claras e poderosas chamas flamejantes e “anjos poderosos” (v.7 – NVI). Isso nos revela que esse arrebatamento (quando os cristãos receberão o alívio de suas tribulações na volta de Jesus) não é um fenômeno secreto ou visível somente aos
crentes, mas sim algo que “todo olho o verá” (Apocalipse 1:7), tanto quanto as chamas flamejantes e os próprios anjos. Será uma vinda “ante a glória do seu poder” (v.9), e não uma vinda secreta. Será uma vinda visível a todos, e não algo escondido de todos os demais. Isso por si só já é o suficiente para botar por terra a doutrina do arrebatamento secreto.
A única conclusão lógica dessa passagem é que o arrebatamento que traz alívio às tribulações sofridas pela Igreja acontecerá no mesmo momento escatológico da parousia ou manifestação gloriosa do Senhor que acontecerá ao fim do período Tribulacional. No mais, vemos outras inúmeras evidências que nos confirmam esta conclusão anterior. Por exemplo, o momento do alívio da tribulação dos cristãos (arrebatamento) na vinda de Cristo em Seu poder se dará no mesmo momento em que os ímpios “sofrerão a pena da destruição eterna” (v.9). Aqui a menção de Paulo
não pode tratar-se apenas de uma “perdição” (como vertem algumas traduções) com
continuidade de vida de mais sete anos; pelo contrário, a palavra aqui empregada por Paulo [apollumi] significa, pelo Léxico da Concordância de Strong: “para destruir completamente”.
Paulo está se referindo a uma destruição [fim de existência] dos ímpios no momento do arrebatamento dos crentes, e não a um prosseguimento de vida por mais sete anos para somente eles sofrerem as tribulações! O arrebatamento da Igreja implica na completa destruição/eliminação dos ímpios por sobre a face da terra, e não a uma continuidade de existência por mais sete anos! Tudo isso nos revela claramente e de modo lúcido e cristalino que o arrebatamento da Igreja é
um acontecimento pós-tribulacional (ou seja, após terminar o período da Grande Tribulação), momento este em que Jesus irá reunir os eleitos e que os ímpios serão destruídos da terra, dando início, assim, ao período milenar que se inicia após este momento.
Outro fato de grande valor e importância igualmente relatado pelo apóstolo Paulo com relação ao arrebatamento não-secreto da Igreja, é o fato de que ele não é acompanhado por um silêncio mortal como um fenômeno secreto ou invisível, mas sim sob barulho de sons de trombeta anunciando uma Vinda Gloriosa (e não secreta) de Cristo para ser admirado por todas as pessoas:
1 Tessalonicenses 4
16 Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o 
próprio Senhor descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.
17 Depois disso, os que estivermos vivos seremos arrebatados juntamente com 
eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o 
Senhor para sempre.
Aqui podemos ver que Paulo, ao invés de fazer menção a um arrebatamento secreto e silencioso, faz menção a “ordem com a voz do arcanjo” (v.16), e “ressoar da trombeta de Deus” (v.16). Definitivamente, não tem nada de “arrebatamento secreto” aqui!
Como disse o Dr. Samuelle Bacchiocchi: “Como freqüentemente se tem assinalado, esta talvez seja a passagem mais barulhenta da Bíblia”! Até mesmo a nota textual da mundialmente reconhecida tradução da NVI (Nova Versão Internacional) relata as suas dificuldades nestes termos: “Alguns sustentam que será secreto, mas Paulo parece estar descrevendo algo público e aberto, com ordem em voz alta e sonido de trombetas” (Nota Textual NVI, Comentários de 1Tessalonicenses 4:17). Igualmente valioso é o que Paulo escreve aos Coríntios sobre esta mesma questão:
1 Coríntios 15
51 Eis que eu lhes digo um mistério: nem todos dormiremos, mas todos seremos 
transformados,
52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a 
trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos 
transformados.
O aspecto do arrebatamento dos crentes é abordado por Paulo usando o termo de “transformação” (v.51,52) que a natureza corruptível dos homens será desfeita pela natureza incorruptível e imortal por ocasião da ressurreição/transladação dos crentes. Enquanto os salvos já falecidos ressuscitam (v.52), os santos que estiverem vivos serão “transformados” (arrebatados), num momento para o outro, “num abrir e piscar de olhos” (v.52), de mortais e corruptíveis para imortais e incorruptíveis (v.53). Note também que Paulo se inclui entre aqueles que passariam por essa transformação ocorrente na segunda vinda de Cristo, ou seja, o arrebatamento (caso ele estivesse vivo até este momento, é claro). Dois fatos são igualmente relevantes nessa outra descrição feita por Paulo. Em primeiro lugar, novamente não nos é mencionado algo secreto, mas sim algo público e aberto ao soar de trombetas (v.52).
Em segundo lugar, o mais importante ainda de tudo isso é que tal arrebatamento não se dá ao som da primeira trombeta, mas sim “ao som da última trombeta” (v.52)! Isso nos revela que tal arrebatamento não pode ser pré-tribulacional, pois, desta forma, o sonido de trombeta se daria logo no início da tribulação (ou até antes dela) e não no final dela, já na última das trombetas!
Ora, por que Paulo fez questão de ressaltar aos coríntios que o arrebatamento/transladação deles e do próprio Paulo só se daria na ÚLTIMA TROMBETA? Simples: porque ele sabia muito bem que tal situação só ocorreria depois de todas as tribulações terminarem! Se Paulo fosse pré-tribulacionista, diria certamente que isso ocorreria na PRIMEIRA TROMBETA ou até mesmo antes de qualquer trombeta tocar. Ao que ele disse ser a “última trombeta”, deixou claro aos próprios coríntios que seu arrebatamento seria no final de todas as coisas, no fim de todos os toques de trombetas, já ao término da Grande Tribulação, e não antes mesmo dela começar!
O pré-tribulacionismo é um sistema de interpretação que está todo fundamentado no que não está dito. Por exemplo, os defensores desta escola de “interpretação” (se é que podemos realmente chamar isso de “interpretação”) deduzem, sem base bíblica nenhuma, a fantástica novidade de uma terceira vinda de Cristo e de uma Segunda Vinda dividida em duas fases. Também se utilizam da
pura negação de fatos óbvios, tal como tentar negar que a ressurreição é pós-
tribulacional e o arrebatamento só vem DEPOIS da ressurreição (1Tessalonicenses 4:16,17), e para contornar esse “transtorno” dividem a ressurreição em umas mil fases mutilando completamente a Bíblia que coloca a ressurreição somente no capítulo 20, depois de acabar todas as tribulações. Também tentam negar que a ÚLTIMA TROMBETA de 1Coríntios 15:51,52 não é na verdade a ÚLTIMA… honestamente, mas não dá para aceitar isso tipo de “interpretação”!
A maior evidência, contudo, de que o arrebatamento dos crentes não se dá senão depois do levante do anticristo e de toda a tribulação, encontra-se naquilo que Paulo escreve aos próprios tessalonicenses, em sua segunda epístola a eles:
2 Tessalonicenses 2
1 Ora, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, 
rogamos-vos, irmãos,
2 Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer 
por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia 
de Cristo já tivesse chegado.
3 Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e 
deve manifestar-se o homem da iniqüidade, o filho da perdição,
4 o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a 
ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus.
5 Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?
Quando analisamos honestamente o que Paulo escreve aos tessalonicenses, excluímos definitivamente qualquer chance ou possibilidade da Igreja escapar isenta da tribulação apocalíptica. Temos que lembrar que Paulo escrevia aos tessalonicenses (Igreja) e não a descrentes ou judeus apenas. Alguns desses tessalonicenses estavam sendo enganados por doutrinas hereges que queriam adentrar na Igreja, culminando com o falso ensinamento de que “o dia do Senhor já tivesse chegado” (v.2). O que é que Paulo faz, então? Diz-lhes que antes do
dia do Senhor chegar nós não estaremos mais aqui, mas sim arrebatados “no céu”?
Nos diz que nesse dia do Senhor eles irão desaparecer daqui e de todas as tribulações? Na verdade, NÃO! O que ele lhes afirma explicitamente é que “a vinda do Senhor e a nossa reunião com ele” (v.1) não acontece senão depois da apostasia (v.3), manifestação do iníquo (v.3), que se assentará no templo de Deus (v.4), como se fosse o próprio Deus (v.4). Isso elimina completamente
qualquer chance de que a tribulação seja pré-tribulacional, precisamente porque “Primeiro” (v.3) – ou seja, “antes disso” (da vinda de Jesus e da nossa reunião com ele – v.1) – é necessário que o anticristo comece a atuar mais fortemente e se levante contra Deus no seu próprio templo! Esse acontecimento escatológico se encontra dentro da Grande Tribulação e, portanto, a própria Igreja estará dentro da Grande Tribulação!
Veja que nos é claramente relatado que a manifestação, levante e entronização do anticristo se dá primeiro em relação ao dia do Senhor e a nossa reunião com ele. Os versos acima são tão explicitamente claros contra a doutrina pré-tribulacionista, que nem mesmo alguns esforços inúteis foram capazes de superar tamanho disparate contra o pré-tribulacionismo que ensina exatamente o
contrário do apóstolo Paulo, isto é, que primeiro se daria a nossa reunião com o Senhor para apenas depois o anticristo se manifestar na terra. Paulo deixa muito bem claro que os próprios tessalonicenses (Igreja) veria todos estes acontecimentos! O professor Zwinglio Rodrigues comenta sobre este texto de Paulo aos tessalonicenses nas seguintes palavras:
“Não há dúvidas que para Paulo, o Segundo Advento de Cristo não se dará sem ser precedido pela apostasia e pela revelação do homem da iniqüidade (o Anticristo)”
E conclui o seu estudo sobre 2Tessalonicenses 2:1-3 dizendo:
“Concluindo, penso que foi possível deixar claro que o texto de 2 Tessalonicenses 2:1-3 nos informa que a nossa reunião com Cristo (arrebatamento) não se dará sem que a apostasia e o surgimento do homem da iniqüidade aconteçam. Também vimos que o período em que o Anticristo será conhecido chama-se de Grande Tribulação. Na junção desses tópicos escatológicos, compreendemos que 2 Tessalonicenses 2:1-3 é uma referência objetiva que favorece a teoria pós-tribulacionista”
Russel Shedd mantém posição semelhante sobre o tema:
“Paulo inclui a si mesmo entre os salvos que esperam a vinda de Cristo: “nós os vivos, os que ficarmos até a vinda (parousia) do Senhor” (1Tessalonicenses 4;15), e em 2Tessalonicenses 2:8 diz que o iníquo “será destruído pela manifestação da sua (Cristo) vinda (parousia)”. Nós, os vivos, (membros da Igreja na terra), ficaremos até o Anticristo ser afastado do poder”
A colocação feita acima por Shedd é muito perspicaz, pois nos revela claramente que a parousia (quando acontece o arrebatamento – 1Tessalonicenses 4:15-17) na visão paulina identifica-se depois da destruição do anticristo (2Tessalonicenses 2:8). A correlação entre as duas palavras (idênticas) nestes dois textos nos mostram que a parousia (momento da Vinda do Senhor e arrebatamento dos crentes) só acontece depois de concluídas todas as fases da Grande Tribulação.
O Dr. Samuelle Bacchiocchi, ex-professor de História Eclesiástica e Teologia da Universidade Andrews, segue linha semelhante sobre as provas evidentes do texto de 2Tessalonicenses 2:1-3, dizendo:
“O que é crucial nesta passagem é que Paulo não faz menção de um arrebatamento pré-tribulacional como um precedente necessário para a Vinda do Senhor. Contudo, este seria o argumento mais forte que Paulo poderia apresentar para provar aos tessalonicenses que o dia do Senhor não poderia possivelmente ter vindo, uma vez que o seu arrebatamento para fora deste mundo ainda não tivera lugar. A omissão de Paulo desse argumento vital sugere fortemente que Paulo não cria num arrebatamento pré-tribulacional da Igreja”
E conclui logicamente:
“Esta conclusão também é apoiada pela menção por Paulo do aparecimento do anticristo – um evento indiscutivelmente tribulacional que os crentes verão antes da vinda do Senhor. Se Paulo esperasse que a Igreja fosse arrebatada deste mundo antes da tribulação causada pelo aparecimento do anticristo, ele dificilmente teria ensinado que os crentes veriam tal evento antes da vinda do Senhor. Que interesse os tessalonicenses teriam no aparecimento do anticristo,
juntamente com a tribulação que o acompanharia, se devessem ser arrebatados para longe desta Terra antes de esses eventos terem lugar? Assim, tanto por sua omissão quanto por sua afirmação, Paulo nega o ponto de vista de um arrebatamento pré-tribulacional da Igreja”
Portanto, fica muitíssimo claro que “a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e a nossa reunião com ele” (v.1) não acontece sem que “primeiro venha a apostasia [1], e deve manifestar-se o homem da iniquidade[2], o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado[3], a ponto de tomar lugar no templo de Deus[4], e apresentar-se como se fosse Deus
[5]” (v.3,4)! Veja que Paulo enumera pelo menos cinco fatos que deveriam acontecer antes da vinda de Jesus e da nossa reunião com ele: a apostasia, a manifestação do anticristo, o seu levante contra tudo o que é divino e sagrado, a sua tomada do templo de Deus e a sua apresentação como se fosse o próprio Deus. Uma vez sendo fato indiscutível que tais fatos acontecem dentro da Grande Tribulação (e não “antes” dela), segue-se logicamente que a Igreja passará pela Grande Tribulação. E Paulo continua:
2 Tessalonicenses 2
6 E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja 
manifestado.
7 A verdade é que o mistério da iniqüidade já está em ação, restando apenas que 
seja afastado aquele que agora o detém.
8 E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua 
boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda.
Paulo termina a sua exortação aos tessalonicenses no mesmo ponto que ele iniciou ela. Primeiro, ele afirma que alguns tessalonicenses haviam sido enganados como se “o dia de Cristo já tivesse chegado” (v.3), e diz que “a vinda [parousia] de nosso Senhor Jesus e a nossa reunião com ele” (v.1) se dará após certos acontecimentos, citando-os a partir do verso 3 e concluindo no
verso 8 com a própria morte do iníquo (anticristo). Depois de citar todos os acontecimentos dentro da Grande Tribulação, ele fecha o tema abordado no mesmo ponto que ele iniciou, informando-os quando é, então, que de fato se dará a vinda [parousia] de Jesus que ele aborda ao longo de todo o contexto:
“… 8 E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda [parousia]”
Aqui vemos claramente que esta parousia (Vinda do Senhor que os tessalonicenses estavam esperando para serem reunidos com Ele) só se dará após a própria destruição e aniquilação do anticristo. Este fato só se dará, evidentemente, já na fase final da Grande Tribulação. Portanto, a “vinda [parousia] do Senhor e a nossa reunião com ele” (v.1) se dará depois de todos os acontecimentos da Grande Tribulação (v.3-8), consumando-se apenas no momento da destruição do iníquo por ocasião desta mesma vinda-parousia (v.8). Qualquer leitor honesto da Bíblia concluirá que a reunião dos eleitos é depois, e não antes, dos fatos ocorridos na Grande Tribulação, desde a manifestação do iníquo (v.3) até o aniquilamento dele (v.8). Só é aí que a parousia [vinda do Senhor com consequente ajuntamento dos santos – v.1] se dará (v.8).
Quem tem ouvidos para ouvir, OUÇA!
ARTIGOS RELACIONADOS: (veja todos no link http://www.evangelhoperdido.com.br/category/arrebatamento-dos-santos/)

Fonte:
BANZOLI, Lucas. A Igreja na Grande Tribulação.

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Padre ouve mensagem evangelística, decide abandonar sacerdócio e é batizado em igreja pentecostal; Assista

Um padre resolveu deixar seu sacerdócio após 23 anos e ser batizado em uma igreja evangélica depois que ouviu uma pregação evangelística em praça pública.
Barbarian Gonzalez disse que recebeu uma revelação divina quando ouviu a abordagem que os evangelistas faziam a respeito da mensagem do Evangelho, e decidiu abandonar seu ministério na Igreja Católica.
Ele havia sido ordenado ao sacerdócio em 1991, e durante todo o tempo serviu de acordo com a doutrina e liturgia católica. Gonzalez destacou que, como todas as crianças católicas, foi batizado na infância e que, ao refletir sobre o que a Bíblia diz sobre o batismo, chegou à conclusão de que a tradição católica está equivocada.
A Palavra de Deus afirma que aquele que crê, se arrepende de seus pecados, confessa Jesus como Salvador e desce as águas, recebe a Salvação. Esse ponto levou o padre a se questionar sobre como uma criança pode crer e se arrepender de seus pecados. Atemorizado, Gonzalez optou por se batizar conforme a tradição protestante.
Segundo informações do site Biblia Todo, o padre pediu perdão pelos seus pecados: “Eu peço perdão e agradeço a estes irmãos da igreja pentecostal por falar da Palavra do nosso Senhor Jesus Cristo. Muitos me chamaram de louco, minha mãe ficou surpresa com esta decisão que eu tomei, mas eu entendi que deveria ser salvo e não poderia ir mais longe no caminho da escuridão, mas agora estou no caminho da Luz e eu sou um novo homem”.
Usando a passagem bíblica de João 14:6, Gonzalez afirmou que o único caminho existente para a Salvação é Jesus, e que a idolatria é um pecado terrível que deve ser denunciado.
Fonte: Gospel +
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Estudos comprovam que a oração tem poder de cura; Cientista ateu se converteu diante da descoberta

Para quem tem fé, nunca houve dúvidas sobre o poder de cura da oração. No entanto, só agora a ciência começa reconhecer o valor que a crença no sobrenatural tem no processo de reabilitação física.
Uma pesquisa com a participação de diversos médicos dos principais hospitais e universidades nos Estados Unidos mostrou conclusivamente que a crença em Deus é realmente benéfica para quem crê, tornando a pessoa mais saudável e feliz, e ajudando-a a viver mais tempo.
“Estudos têm demonstrado que a oração pode evitar que as pessoas fiquem doentes, e quando ficam doentes, a oração pode ajudá-los a ficar melhor mais rápido”, disse o doutor Harold G Koenig, da Universidade de Duke à revista Newsmax Health.
Uma análise exaustiva de estudos de mais de 1.500 respeitáveis médicos “indicou que as pessoas que são mais religiosas e oram mais têm melhor saúde mental e física”, acrescentou Koenig.
“E de 125 estudos que analisaram a relação entre saúde e adoração regular, 85 mostraram que fiéis regulares podem viver mais tempo. Há um monte de provas lá fora”, afirmou Koenig, que é diretor do Centro de Espiritualidade, Teologia e Saúde da Universidade de Duke, além de autor de diversos livros sobre o tema de fé e cura.
Um estudo maciço publicado no Southern Medical Journal demonstrou que a oração tem um efeito notável em pacientes com deficiência auditiva e deficiência visual. Após sessões de oração, “eles mostraram melhorias significativas com base em testes de áudio e visual”, informou o doutor Koenig.
Ele acrescentou: “Os benefícios da prática religiosa devota, particularmente envolvimento em uma comunidade de fé e compromisso religioso, são que as pessoas geralmente lidam melhor com o estresse, experimentam um maior bem-estar, porque eles têm mais esperança, tornam-se mais otimistas, experimentam menos depressão, menos ansiedade e cometem suicídio com menor frequência”, observou.
Koenig destaca ainda outras características de saúde de quem participa de comunidades de fé: “Eles têm sistemas imunológicos mais fortes, baixa pressão arterial e, provavelmente, um melhor funcionamento cardiovascular”.
A opinião é compartilhada por outro especialista, o pesquisador e escritor Tom Knox: “A prova do poder da oração é esmagadora”, afirmou. Knox, que era ateu e se tornou crente depois de fazer um estudo aprofundado dos benefícios médicos da fé.
“O que eu descobri me surpreendeu”, admite Knox. “Ao longo dos últimos 30 anos, um crescente e largamente despercebido corpo de trabalho científico vem mostrando que a crença religiosa é benéfica médica, social e psicologicamente”, concluiu.
Fonte:Gospel +
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